25 de out de 2015

Trecho 15

"Nas rodovias trançadas da existência

Correm as veias tímidas da consciência

 

Um desconforto


Dessas fobias

21 de out de 2015

Trecho 14

"Uma promessa

Um traçado

Que na pressa

É mal calculado

De um pedido


No pensamento

14 de out de 2015

Trecho 13

Lacunas guardadas, esquecidas, jogadas...

Naquelas ventanias, rebeldias, agonias...

 

Ao centro infinito das curvas fechadas, se encontram, estilhaços abundantes, recheados de mistérios;

12 de out de 2015

Trecho 12

Viver no sonho, em meio às tubulações viradas, devido os tropeços causados pelas tempestades descompassadas, seguidas pelos ventos tortos das nuvens sorridentes, que foram coloridas gentilmente, não tem preço!

16 de set de 2015

Trecho 11

e...


então eu darei um chute


- daqueles de quebrar esperanças -


nessas linhas turvas que tentam consumir-me


sufocando-me até meus mais íntimos gritos


silenciosos e despercebidos,


diante do terremoto de pensamentos.


***


Um coração que não nasceu

22 de ago de 2015

Trecho 10

FB_IMG_1464358859154Na resistência do presente,


passos se fazem despercebidos,

tornando o vão inconsciente,

e os momentos esquecidos.

 

 

 

Um coração que não nasceu

18 de ago de 2015

Trecho 9

Mais um passo para o fundo

Profundo nas profundezas

Fazendo a realidade do mundo

Essa calçada de incertezas

10 de ago de 2015

Trecho 8

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No fim da mudança, surge um chão rasgado pelas incontáveis rebeldias, recolhidas das escrituras cautelosamente fundadas às moléculas de uma criança,

1 de ago de 2015

Trecho 7

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Estou tentando achar as certezas que achamos serem provas de verdades, encapsuladas em cada tempo imposto na imensidão dos mistérios,

24 de jul de 2015

Trecho 6

Uma chuva de tristeza passeia nesse lugar, com saudades dos ventos molhados das brisas refrescantes dos verões revestidos das velhas ondas, já grisalhas dos tropeços indevidos das promessas desfeitas dos encantos passados, no aconchego das marcas rabiscadas das palavras que voaram levando lembranças e voltaram esquecendo alegrias, que se perderam no caminho percorrido dessa lama que essa chuva insistente, rastreia aqueles passos conformados nas miragens trazidas pelos ventos pregados nos sentimentos que não saem do pensamento.


Oh, que chuva demorada essa!


Um coração que não nasceu

25 de jun de 2015

Trecho 3

Parte 1:

"Maldito alongamento                                   Assoprando ansiedades
Nesse escapamento                                        Dessas contrariedades
De ilusões                                                                 Das emoções"


Um coração que não nasceu

21 de jun de 2015

Trecho 2

No bater de cada segundo, percebo cada detalhe tentando sugar-me exprimindo cada sentir do meu corpo, como se por alguns instantes, eu pudesse andar nos gritos por cima de brasas e não ouvisse absolutamente nada. A curiosidade me acolhe insistente em saber o motivo de aquilo estar acontecendo. Meu coração bate desesperadamente cada vez que minha mente impulsiona-me a resgatar nas vagas lembranças, o que já não é mais visível em meus sentidos.


Um coração que não nasceu

11 de mai de 2015

Desabafo 1

Meu coração chora sangue!

Um dos meus maiores medos é morrer afogada, porém vejo-me sendo inundada cada vez mais em medos, angústias e fraquezas. Uma fobia descontrolada e cheia de cicatrizes e feridas não curadas, que começa a crescer em meu subconsciente, que suspira desesperadamente por libertação.

Um delírio, uma loucura, uma premonição.

Minhas veias pulsam ansiedade continua!

Elas insistentemente me dizem o quanto sofrem por até hoje, conseguirem suportar tantas palavras hediondas que continuam a correr em passos lentos em meu sangue, penetrando cautelosamente todos os meus nervos e maltratando ainda mais os meus pés.

Uma cura, um sonho, uma esperança!

Minha memória revive o sofrimento!

Vários pensamentos simultaneamente percorrem para procurar as palavras vividas e resgatá-las, mostrando-me as imagens que até então, meu coração achou ter esquecido. Vagarosamente, vejo-me sendo soterrada nas mais delicadas, porém sofridas lembranças das quais me fizeram sentir a dor, como se andássemos em flores venenosas.

Uma visão, um vazio, um reencontro!

Um coração que não nasceu